IA gera produtividade, mas poucas empresas veem impacto no lucro: o que falta para virar resultado?
A inteligência artificial já deixou de ser experimento para virar rotina em grande parte das empresas. No mais recente estudo global da McKinsey sobre o estado da IA, 89% dos respondentes afirmam usar IA com regularidade em pelo menos uma função de negócio, e 44% dizem que a tecnologia já está escalada em toda a organização.
Ao mesmo tempo, os números mostram um cenário paradoxal: 80% dos usuários relatam que a IA aumentou sua produtividade individual, e 50% dizem que a tecnologia os ajuda a tomar decisões melhores.
Porém, apenas 37% das empresas atribuem algum impacto positivo da IA ao EBIT (lucro operacional), percentual praticamente inalterado em relação a 2025.
E só 6% das organizações são consideradas “high performers” em IA: aquelas que atribuem 5% ou mais do EBIT à tecnologia e avaliam o impacto como significativo. Em outras palavras: as pessoas estão mais produtivas, mas o resultado financeiro ainda não acompanhou na mesma velocidade.
Onde está o gargalo?
O relatório da McKinsey aponta que as organizações que realmente capturam valor da IA compartilham características específicas:
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Redesenham processos, não apenas inserem IA em fluxos existentes. Quase três quartos dos “high performers” dizem ter redesenhado workflows por causa da IA, ante apenas um quarto das demais empresas.
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Usam IA para crescimento e inovação, não só para eficiência. Enquanto cerca de 80% de todos os respondentes buscam ganhos de eficiência, a maioria dos high performers também usa IA para perseguir crescimento e/ou inovação.
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Têm liderança comprometida e governança clara. High performers são duas vezes mais propensos a dizer que seus líderes demonstram compromisso com iniciativas de IA e que a empresa possui processos definidos para medir o impacto dessas iniciativas.
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Escalam agentes e ferramentas avançadas. Eles são mais de três vezes mais propensos a escalar agentes de IA na maioria das funções e duas vezes mais propensos a escalar agentes de codificação de software.
Para a maioria das empresas, o desafio não é mais “provar que IA funciona”, mas sim conectar casos de uso a métricas de negócio, integrar dados de forma consistente e garantir observabilidade e governança em escala.
O papel da Observabilidade e da AIOps
É aqui que plataformas de observabilidade e AIOps entram como habilitadoras estratégicas:
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Visibilidade de ponta a ponta. Monitorar performance, custos e comportamento de modelos, APIs e workloads de IA em ambientes híbridos e multicloud.
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Detecção de anomalias e desvios. Identificar rapidamente quando um modelo começa a degradar, gerar custos inesperados ou produzir resultados fora do esperado.
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Correlação com KPIs de negócio. Ligar eventos técnicos (latência, erro, custo de token) a indicadores de receita, custo e experiência do cliente, permitindo priorizar o que realmente gera valor.
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Governança e segurança. Rastrear uso de dados, ações de agentes e potenciais vulnerabilidades técnicas, reduzindo riscos de conformidade e operacionais.
Perguntas para CIOs e CTOs
Para avaliar se seus projetos de IA estão de fato conectados a resultado, alguns questionamentos podem ajudar:
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Quais casos de uso de IA estão diretamente ligados a KPIs de receita, custo ou risco?
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Quantos pilotos de IA existem hoje e quantos estão em produção com impacto mensurável?
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Como você mede o custo total de IA (infraestrutura, tokens, integração, operação) versus o benefício gerado?
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Seus times de dados, desenvolvimento e operações têm observabilidade unificada sobre os workloads de IA?
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Que processos foram redesenhados por causa da IA, e não apenas “automatizados” com IA?
A lição central do estudo da McKinsey é clara: a IA já entregou produtividade; o próximo passo é transformar essa eficiência em resultado financeiro, por meio de redesign de processos, governança robusta e observabilidade de ponta a ponta.
Fonte: https://www.mckinsey.com/capabilities/quantumblack/our-insights/the-state-of-ai


